Aniversário do Golpe Militar

30/03/2010

Em 1961, o então presidente Jânio Quadros renuncia a seu cargo e seu quem assume o governo do Brasil é o seu vice, João Goulart, o Jango.
João Goulart era um presidente popular, estava próximo de movimentos populares e sindicalistas emergentes àquela época, tomou medidas de caráter nacionalistas como as chamadas "reformas de base": reforma administrativa, fiscal, agrária, bancária.
Entretanto, o País enfrentava a Guerra Fria, ao mesmo tempo em que a população se mobilizava para conquistar novos espaços e conquistar as reformas, um movimento antipopulista unia o descontentamento das Forças Armadas e o apoio de alguns de nossos governos civis para que evitar que elas acontecessem.
No dia 31 de março de 1964, João Goulart foi deposto e o poder passou para as mãos de Ranieri Mazzili, o presidente da Câmara dos Deputados, assumiu a presidência, no dia seguinte, 1º de abril. O Brasil sofreu uma revolução radical em sua trajetória política que marcou profundamente a vida do país.
 

 No final do ano passado, os alunos  da 3ª série do ensino médio do Emilie realizaram, de acordo com conteúdo desenvolvido em História, atividades no componente curricular optativo de Teatro,  que relembraram os 40 anos da criação da Operação Bandeirantes, e os 30 anos da Lei de Anistia no Brasil, dando subsídios para o aprendizado do período recente da nossa história, compreendido entre os anos de 1964 e 1985.

 

 

Um olhar sobre o Estado autoritário no Brasil


Dia 13 de novembro de 2009, pela manhã, os estudantes da 3ª série do ensino médio receberam o Juiz José Henrique Rodrigues Torres, titular do Tribunal do Júri de Campinas, para uma palestra que tratou do tema Estado de direito e a ilegitimidade do Estado opressor. De acordo com o conteúdo desenvolvido no bimestre em História - as ditaduras Vargas e civil-militar de 1964-1985 -, o palestrante apresentou aos alunos as características jurídicas e constitucionais dos governos ditatoriais brasileiros, dando ênfase à ditadura militar e à construção do aparelho repressor no período pós AI-5 (1968).
À luz da Carta dos Direitos Humanos (1948) e dos acordos internacionais assinados pelo Brasil desde a década de 1940, José Henrique Rodrigues Torres discorreu a respeito da legitimidade da sociedade civil se organizar para combater um Estado terrorista.
A palestra foi instigante e motivou os alunos a discutirem as questões ideológicas e a correlação das forças socioeconômicas que envolvem a estruturação da sociedade e de seus governos.

 

Tânia Veiga, professora de História

Para ter acesso ao conteúdo integral do trabalho desenvolvido pelos aluno, clique aqui.

 

 

 

 

ANISTIA


No dia 22 de agosto de 1979, o Congresso Nacional aprovou a lei que permitiu a liberdade de parte dos presos políticos e o retorno dos brasileiros exilados e banidos. Ainda havia no país 37 presos políticos encarcerados, os quais, em apoio ao projeto de lei que tramitava no Legislativo, participaram de uma greve nacional de fome, que durou 32 dias e foi encerrada no dia da aprovação da lei.

Hoje, 30 anos depois, precisamos reconhecer que as manifestações populares e a lei aprovada naquela data são marcos históricos de nosso país, pois a população brasileira, naquele momento, assumiu a luta pelo processo de redemocratização nacional. Nos anos que antecederam a 1979, milhares de brasileiros começaram a se reorganizar politicamente, passando a pedir o fim da ditadura em atos públicos e manifestações, mesmo ameaçados pela repressão. Diversos setores sociais se mobilizaram e saíram às ruas para que uma anistia “ampla, geral e irrestrita” pudesse ser aprovada, mesmo sabendo que a ditadura mandava no Congresso. (...)

 

Tânia Veiga, professora de História

 

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