Além do que os olhos podem ver...

04/09/2015

Além do que os olhos podem ver...
 
 
Uma prática pedagógica sempre parte do princípio que investigar um fenômeno deve provocar mudanças significativas no modo de agir do educando.
Às vezes, uma ação mecânica corriqueira pode passar despercebida aos olhos de quem a executa, sem levantar grandes questionamentos acerca do quão complexa pode ser a compreensão destes fatores.
Acostumados a lidar com materiais e vidrarias de laboratório, alunos e professores normalmente tomam como certas as medidas e informações que estes trazem em seus rótulos.
O que fazer quando esta certeza é colocada à dúvida? Como medir precisamente o volume de um determinado líquido, quando duas vidrarias apresentam valores diferentes para a mesma quantidade deste?
O desequilíbrio provocado levou os alunos do bilíngue a investigarem a real faixa de erro que cada vidraria apresenta. Em um primeiro momento, sem adotar um padrão, estabeleceram critérios de avaliação da precisão das vidrarias e, a partir deste, calcularam na prática as variações de uma vidraria para a outra.
Em um segundo momento, utilizando uma pipeta graduada de precisão e já cientes do procedimento, determinaram a faixa de erro de cada material e exploraram como esta faixa pode trazer diferentes resultados à prática científica, propondo maneiras de minimizá-la.
Muito além do questionamento acerca dos padrões que são estipulados pela indústria, a visão crítica estimulada desenvolveu habilidades motoras de manipulação correta das vidrarias e incitou, na discussão gerada com a socialização, a questionar quais são os verdadeiros padrões que regem as atividades mais corriqueiras do nosso dia-a-dia.
 
Prof. Marcelo Menuzzi

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